Claudinei Alves dos Santos ou Ney Santos, prefeito de Embu das Artes

Prefeito do MBL é alvo da Operação Prato Feito.

Prefeito do MBL em Embu das Artes é alvo da Operação Prato Feito .

Desvios na merenda em São Paulo chegaram a R$ 1,6 bilhão, segundo investigação da Operação Prato Feito, da Polícia Federal. Prefeito de Embu das Artes, figura carimbada nos atos do MBL, é um dos principais alvos investigados.

A Operação Prato Feito iniciada nesta quarta-feira (9) investiga 65 contratos sob suspeita, cujos valores totais ultrapassam R$ 1,6 bilhão, em pelo menos 30 cidades de São Paulo.

Mandado de busca e apreensão na casa do prefeito Ney Santos ligado ao MBL

Dentro da ação que investiga desvios e fraudes em licitações para a educação em 19 prefeituras de São Paulo, foi realizado nesta quarta-feira (9) um mandado de busca e apreensão na casa do prefeito de Embu das Artes, Ney Santos (PRB).

Ney Santos, que mora em Barueri, também na Grande São Paulo foi o primeiro alvo da PF. O prefeito já foi acusado pelo Ministério Público do Estado no âmbito da Operação Xibalba por suposta lavagem de dinheiro do tráfico de drogas do PCC.

Operação Prato Feito.

Estão sendo cumpridos 154 mandados de busca e apreensão, além de afastamentos preventivos de agentes públicos e decisões de suspensão de contratação com o poder público referentes a 29 empresas e seus sócios. A ação visa desarticular cinco grupos criminosos suspeitos de desviar recursos da União destinados à educação em municípios dos Estados de São Paulo, Paraná, Bahia e Distrito Federal.

De acordo com a PF, as investigações apuraram que os grupos criminosos agiriam em 30 municípios, contatando prefeituras por meio de lobistas, para direcionar licitações de fornecimento de recursos federais para a educação destinados ao fornecimento de merenda escolar, uniformes, material didático e outros serviços.

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região negou 62 mandados de prisão solicitados pela Polícia Federal, entre políticos e empresários.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de fraude a licitações, associação criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva, com penas que variam de um a 12 anos de prisão.

Agência Estado

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